21
set
2018

Rede Meninas e Igualdade de Gênero divulga carta aos presidenciáveis em defesa de políticas públicas específicas para o enfrentamento da violência e desigualdade de gênero

Às vésperas da eleição, a Rede Meninas e Igualdade de Gênero divulgou uma carta aberta aos presidenciáveis com o intuito de leva-los à reflexão a respeito da situação de vulnerabilidade em que se encontram as cerca de 27 milhões de meninas de 0 a 17 anos do nosso país. Por meio da carta, a rede pretende incentivar os candidatos a formalizarem propostas de políticas públicas de combate à violência e desigualdade de gêneros desde a infância, com de garantir um Brasil justo que promova os direitos das crianças e a igualdade para as meninas. Confira a carta na íntegra aqui.

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17
set
2018

Childhood Brasil realiza Encontro Regional em Camaçari para debater projeto territorial contra à exploração sexual de crianças e adolescentes

Foto: Adeilson Carvalho

Foto: Adeilson Carvalho

A Childhood Brasil, organização fundada pela Rainha Silvia da Suécia, realizou na quarta-feira (12/09) um encontro regional para apresentar uma proposta do Projeto de Intervenção Territorial no Polo de Camaçari, na Bahia. A iniciativa se dá por intermédio do Programa Na Mão Certa, que propõe aplicar a integração de metodologias para o desenvolvimento de ações de prevenção e enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes (VSCA) numa área de risco a partir de uma pesquisa e um diagnóstico situacional que já foram realizados. A violência sexual, dividida em abuso sexual e exploração sexual, é um fenômeno multifacetado nacional e mundial, que envolve fatores individuais, familiares, sociais, culturais e econômicos.

No ano de 2017, o Disque Direitos Humanos (Disque 100), recebeu 20.330 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes no Brasil. No estado da Bahia, entre 2011 e 2016, houve um total de 13.293 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes. Esses números, embora possam surpreender, representam apenas uma parte dos números reais de violência sexual sofrida por crianças e adolescentes no Brasil, pois a subnotificação ainda é um grave problema a ser enfrentado.

Regiões industriais e portuárias, como Polo de Camaçari e o Porto de Aratu, apresentam risco aumentado para a ESCA. O grande fluxo de caminhões permite um cenário em que crianças e adolescentes estão mais vulneráveis. Esse risco aumenta quando associado às paradas de manutenção realizadas nas empresas que levam um grande contingente de homens em períodos pontuais para a localidade, gerando uma dinâmica muito similar a migração de trabalhadores de grandes obras. Neste cenário, junto com a prostituição adulta, crianças e adolescentes também podem ser vítimas da exploração sexual. Outro ponto que amplia ainda mais o nível de risco e vulnerabilidade de crianças e adolescentes neste território é o fluxo de turistas, tanto de entretenimento como de negócios.

Em 2016, a Childhood Brasil, com patrocínio e parceria da Braskem, realizou a pesquisa com os caminhoneiros que atuam na região com objetivo de conhecer o perfil deste profissional que atua no setor petroquímico e compreender sua relação com a exploração sexual de crianças e adolescentes. A pesquisa seguiu a mesma metodologia da série histórica “O Perfil do Caminhoneiro no Brasil” e traçou o perfil do caminhoneiro do Polo de Camaçari.

Foram entrevistados 145 caminhoneiros e o mais importante resultado foi entender que o envolvimento ou não envolvimento de caminhoneiros com a exploração sexual de crianças e adolescentes está relacionado com fatores situacionais como maior tempo ocioso; dinâmica diferenciada de carga/descarga do final de semana; envolvimento com a comunidade e alta vulnerabilidade para o sexo pago. Mais de 69% dos entrevistados disseram que é comum ver meninos e meninas menores de 18 anos se prostituindo. E, 40% dos motoristas de cargas perigosas disseram que, em geral, colegas caminhoneiros saem com meninos(as) para fazer programas.

“Percebemos que as violações de direitos às crianças e adolescentes no Polo de Camaçari revela variáveis situacionais, como as diferentes dinâmicas operacionais no tipo transporte e carga (perigosa ou não perigosa) e a proximidade das operações logísticas com a área urbana”, diz Eva Dengler, gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

A partir dos resultados identificados na pesquisa com os caminhoneiros, a Childhood Brasil retornou ao território esse ano, numa nova fase de diagnóstico novamente patrocinada pela parceira Braskem, agora para conhecer a situação do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente nos três municípios que compõe o Polo: Camaçari, Candeias e Dias D’Avila. Este diagnóstico revelou que “os serviços existentes não funcionam como uma rede articulada e integrada, como uma efetiva rede de proteção. Realizam ações isoladas e, na sua maioria, não compreendem seu papel na prevenção e enfrentamento das situações de VSCA” conclui Eva.

Ambos estudos foram apresentados no Encontro Regional e embasaram o debate sobre o projeto territorial com três grandes frentes no biênio 2019/2020:

  • As ações Intramuros com foco nas empresas que participam do Programa Na Mão Certa e irão implantar um plano de ação integrado entre elas no Polo, traçando marco zero e monitoramento com o apoio da Childhood Brasil.
  •  As ações Extramuros com foco na rede de proteção local a ser articulada por representantes do Sistema de Garantia de Direitos dos eixos de promoção, defesa e controle que passarão por uma capacitação para alinhamento conceitual para então elaborar os Planos Municipais de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes estabelecendo fluxos e protocolos;
  •  As ações Intersetoriais com foco em promover a aproximação contínua das empresas e redes de proteção dos 3 municípios e as organizações da sociedade civil e manter um alinhamento entre as ações intersetoriais e promover o lançamento de uma campanha de prevenção e denúncia

“Patrocinamos os estudos, pois acreditamos na Governança Participativa como solução, ou seja, na atuação conjunta entre Poder Público (Governos Federal, Estadual e Municipais), iniciativa privada e sociedade civil. A receptividade da proposta foi extremamente positiva, tanto dos participantes da rede de proteção como dos representantes das empresas, que declararam o interesse de apoio à iniciativa e trouxeram expectativas e importantes sugestões para os próximos passos”, afirma Renata Ebert, responsável global por Direitos Humanos da Braskem.

Agora, a Childhood Brasil, vai encaminhar as articulações com as empresas e rede de proteção para até de final de novembro ter consolidado o planejamento e o financiamento do Projeto que tem como meta iniciar em janeiro 2019.

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22
ago
2018

Grupo Aldan e Childhood Brasil lançam a campanha “A Proteção que Queremos”

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O Grupo Aldan, administrador das unidades hoteleiras George V Alto de Pinheiros e Casa Branca, em São Paulo, e a Childhood Brasil lançaram a campanha “A Proteção que Queremos”. A parceria existe desde 2005 e visa informar os colaboradores de hotéis da rede sobre enfrentamento a exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.

Desde o começo de junho os hotéis George V Alto de Pinheiros e Casa Branca passaram a utilizar novas cartilhas e cartazes para divulgação da campanha. O Projeto Hospitalidade da Childhood Brasil conta com outros hotéis do Estado de São Paulo e foi intensificado durante os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, na capital carioca.

A Childhood Brasil em parceria com os grupos hoteleiros organiza rodas de conversa com os funcionários do setor de turismo, reforçando a importância de proteger crianças e adolescentes da violência sexual. Engajados, esses profissionais se tornam multiplicadores e ampliam a propagação da informação junto aos hóspedes

Conforme o artigo 82, do Estatuto da Criança e Adolescente (ECA), a hospedagem de crianças e adolescentes só pode ser realizada mediante a apresentação de documento de identificação e, quando necessária, autorização dos pais e responsáveis legais. Caso algum funcionário suspeite ou presencie uma situação de risco, ele é orientado a denunciar imediatamente.

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18
jun
2018

Crianças e adolescentes representam 68% das vítimas de estupros notificados ao SUS

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O Atlas da Violência 2018, divulgado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revela que o número de estupros de crianças e adolescentes em 2016 atingiu 68% dos casos notificados ao SUS (Sistema Único de Saúde). Crianças até 13 anos são o público mais vulnerável, concentrando 50,9% das notificações, seguido de adultos (32,1%) e de adolescentes, entre 14 e 17 anos, (17%).

O levantamento, realizado anualmente, aponta ainda que quase um terço dos agressores de crianças são amigos e conhecidos da vítima e outros 30% são familiares mais próximos como país, mães, padrastos e irmãos. O cruzamento de faixas etárias mostra que a proporção de vítimas adolescentes e de crianças obteve aparente estabilidade em comparação com o ano anterior.

O estudo destaca que, quando o estuprador era conhecido da vítima, em 54,9% dos casos tratavam-se de abusos que já vinham acontecendo anteriormente e em 78,5% dos casos ocorreram na própria residência da vítima.

Confira o documento na íntegra aqui

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18
mai
2018

Childhood Brasil lança campanha e alerta sobre abordagem do agressor

Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, instituição destaca a importância de aprender a identificar os sinais de violência sexual; criação é da Giusti 

anuncios_childhood_posts01Para marcar o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a Childhood Brasil lança uma série de anúncios no jornal O Estado de S.Paulo para reforçar a relevância do enfrentamento desse problema tão grave no país, buscando jogar luz sobre a importância de as pessoas discutirem sobre a violência sexual contra crianças e adolescentes e tirar o tema da invisibilidade que protege os agressores da responsabilização.

Intitulada “Ele Disse”, a campanha criada pela agência Giusti busca fazer um alerta por meio da própria abordagem do agressor. Além de mídia impressa, a campanha também será ativada no meio digital e nos canais  da Childhood Brasil.

anuncios_childhood_posts02“Os agressores se aproximam e criam laços fortes com crianças e adolescentes, fazendo-os acreditar que a violência é algo normal em seu desenvolvimento e, assim, convencendo-os a se calar diante da situação. A maior parte dessas relações, inclusive, são estabelecidas dentro da própria família, tornando o crime muito mais difícil de ser denunciado. É muito importante aproveitarmos o 18 de maio para conscientizar as pessoas com uma mensagem tão impactante quanto o próprio problema”, explica Heloisa Ribeiro, diretora executiva da Childhood Brasil.

Ficha Técnica:

Cliente: Childhood Brasil
Agência: Giusti
Campanha: “Ele Disse”
Anúncios: “Vaca-amarela” e “Pega-pega”
Direção de Criação: Daniela Dahrouge
Criação: Daniela Dahrouge e Christian Seki
Atendimento: Marcela Branco e Francisco Itacarambi
Mídia: Gabriela Santos e Ana Carolina Santos
Aprovação: Ana Maria Drummond e Heloisa Ribeiro

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21
mar
2018

Dia Mundial da Infância: como incentivar a autoproteção?

A melhor forma de prevenir a violência sexual contra crianças e adolescentes é o conhecimento. Ensiná-los o que é e o que se pode fazer diante de situações como essa, além empoderador, contribui positivamente para a garantia de uma infância cada vez mais protegida.

Hoje, data em que é comemorado o Dia Mundial da Infância, confira as dicas que a Childhood Brasil preparou para pais, responsáveis e amigos iniciarem um diálogo sobre a autoproteção com os meninos e as meninas de seus convívios.

Ensine sobre o assunto

Existem várias tipificações de violência contra crianças e adolescentes, e o primeiro passo para a proteção é o conhecimento. Dessa forma, para garantir que as vítimas ou testemunhas saibam como agir diante de tal situação, uma das coisas que devemos ensiná-los é a diferença entre abuso e exploração sexual – considerando que ambos são manifestações de um conceito mais amplo, chamado violência sexual.

Enquanto o abuso acontece quando uma criança ou adolescente é usado para estimulação ou satisfação sexual de um adulto, a exploração pressupõe uma relação de mercantilização, na qual o sexo é fruto de uma troca, seja ela financeira, de favores ou presentes.

Saiba mais sobre os termos.

Tenha um diálogo aberto

Além do conhecimento, conversar abertamente sobre o assunto é importantíssimo para educar a respeito da autoproteção.

O diálogo opera em duas frentes: tanto com os adultos ensinando que crianças e adolescentes são donos de seus corpos e podem recusar qualquer carinho quanto as próprias crianças se sentindo à vontade em relatar situações que configuram casos de violência. Nessa relação, a transparência é a chave para que essa troca ocorra naturalmente.

Mantenha a atenção na internet

Como a internet faz parte do cotidiano e tornou-se ferramenta de lazer, não podemos deixar de prevenir sobre os perigos existentes por trás dos computadores e smartphones.

Nessas situações, é recomendado que os responsáveis acompanhem de perto e orientem sobre os espaços seguros para frequentar. É muito importante instruir as crianças e os adolescentes para não divulgar nome, endereço, telefone, fotografias, escola e e-mail em locais on-line, como salas de bate-papo e sites desconhecidos.

Para mais informações sobre como orientar as crianças e os adolescentes a navegar com segurança na internet, faça o download da nossa cartilha clicando aqui.

Manter os olhos sempre abertos e denunciar em caso de suspeita de qualquer violação de direitos contra crianças e adolescentes também é importante. Disque 100, baixe o aplicativo Projeta Brasil ou entre em contato com o conselho tutelar e a polícia da região. Proteger a infância é papel de todos!

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