9
dez
2010

Turismo não combina com exploração

Exploração sexual de crianças e adolescentes não é turismo. É CRIME.

Campanha “Um gol pelos direitos de crianças e adolescentes” será lançada simultaneamente em 13 cidades, buscando a prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo

O Ministério do Turismo, em parceria com o Centro de Excelência em Turismo da Universidade de Brasília, lança hoje (09/12), uma campanha nacional de prevenção à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo. A mobilização acontecerá nas 12 cidades-sede de jogos da Copa de 2014, e também em João Pessoa (PB).

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8
dez
2010

Mídia pode levar mais informações para profissionais de saúde e educadores sobre o abuso sexual

A presença da mídia é superior à da lei para coibir os casos de abuso e exploração sexual entre crianças e adolescentes, na opinião do pediatra Lauro Monteiro, fundador da Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia), extinta em 2006 e atual editor do site Observatório da Infância. Ele frisa que, de forma geral, tem melhorado a capacitação dos profissionais de saúde, mas ainda falta muita informação para os educadores.

Como a sociedade vê hoje o abuso sexual infantojuvenil. Há ainda há muitos mitos?

Sexo ainda é tabu, muitas pessoas acham vergonhoso denunciar e acreditam que a violência sexual contra crianças e adolescentes ocorre somente entre os mais pobres – o que não é verdade. A mídia tem mostrado que os casos de abuso são cometidos em todas as classes sociais e em todo o mundo, por médicos pediatras, padres e agora até por técnicos e treinadores esportivos.

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6
dez
2010

Professor: como agir diante de um possível caso de abuso sexual

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

Para a educadora italiana Rita Ippolito, há quase duas décadas no Brasil e organizadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação, a prática da cidadania passa pela escola; os professores e educadores são os protagonistas desse processo, que envolve o respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a garantia dos direitos de seus alunos. Assim, é possível que, em algum momento, o educador se depare com uma criança em situação de abuso sexual. O que fazer? A seguir, algumas breves orientações.

Suspeita – “Se o professor tem uma suspeita, é importante que ele fale com o aluno”, afirma Rita. “O primeiro interlocutor fundamental é a criança e, para isso, o educador precisa conquistar sua confiança. Afinal, se o menino ou a menina sofreu de fato um abuso, pode considerar aquele adulto também como um inimigo.”

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3
dez
2010

A escola e uma cultura de proteção à infância e à adolescência

Ilustração de Michele Iacocca para a cartilha Navegar com Segurança da Childhood Brasil

O papel da escola e de outras instituições educativas é fundamental na prevenção da violência sexual infantojuvenil. Afinal, no ambiente escolar crianças e adolescentes têm contato com as noções de cidadania, direitos humanos e diversidade e podem encontrar, na figura dos professores e educadores, adultos capazes de lhes escutar e orientar. “A escola é um lugar propício para criar uma verdadeira cultura de proteção à infância e à adolescência”, afirma a educadora Rita Ippolito, organizadora e coordenadora do Guia Escolar: Métodos para identificação de sinais de abuso e a exploração sexual em crianças e adolescentes (2003), uma publicação conjunta da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do Ministério da Educação que visa justamente informar e capacitar os educadores para proteger e acolher as vítimas da violência infantojuvenil.

Na época de elaboração do Guia Escolar, conta Rita, as escolas eram os lugares que menos notificavam os casos de abuso ou exploração sexual. “Os professores não tinham conhecimento do Estatuto da Criança e do Adolescente, as ações realizadas eram muito pontuais e o ambiente escolar estava fora de toda a discussão sobre os direitos infantojuvenis no país”, lembra. “Era um absurdo: por mais carente que uma escola possa ser, sempre representa algo importante na vida de um menino ou de uma menina.”

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1
dez
2010

Ressignificar a violência, um passo para o tratamento

Sala de atendimento a autores de violência sexual em Goiânia

“Pedro [nome fictício] era o famoso pedófilo: apaixonado pelos adolescentes que abusava, tinha o nome de alguns deles tatuados em seu braço. Deve ter abusado de mais de cem adolescentes, embora constassem apenas dois no processo judicial. No início dos atendimentos, ele dizia que os meninos gostavam do abuso. Argumentava que não eram nada bobos e que alguns, inclusive, já tinham feito sexo com o tio ou até com o pai. Ele não conseguia compreender que essas relações incestuosas já eram abusivas, que os meninos já tinham sido abusados antes.”

Essa história é contada pela psicóloga Karen Michel Esber, pesquisadora e consultora em atenção à violência, de Goiânia (GO). De modo pioneiro no país, Karen e outros profissionais desenvolveram o Programa de Atendimento ao Autor de Violência Sexual, como parte do projeto Invertendo a Rota, realizado pela Universidade Católica de Goiás entre 2004 e 2007. Segundo ela, o acompanhamento terapêutico pode diminuir os casos de reincidência entre os agressores que já cumpriram sua punição legal. “Esses sujeitos precisam de atendimento. Não adianta só punir, só encarcerar, mantê-los atrás das grades”, diz ela.

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29
nov
2010

Doações: como contribuir para disseminar a causa

A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”

Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela.

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