23
mar
2012

Meninos aliciados pela internet fogem de bullying e rejeição familiar

A exploração sexual de meninos no Brasil está relacionada com a homofobia (qualquer tipo de discriminação ou aversão aos homossexuais). Segundo os especialistas, adolescentes homossexuais costumam ser vítimas fáceis das redes de aliciamento da internet, quando fogem da violência e do preconceito recebidos dentro da própria casa e na comunidade.  “Eles sofrem bullying na escola, rejeição de familiares e violência nas ruas, principalmente nas cidades do interior ou do Nordeste brasileiro, onde os padrões de comportamento são mais rígidos e tradicionais”, afirma o psicólogo Ricardo Castro, coordenador executivo do Instituto Papai, de Recife, em Pernambuco.  “Como abandonam muito cedo os estudos, ao serem rechaçados na escola, e sem nenhum apoio familiar, eles, no máximo, conseguem ser aceitos como cabeleireiros, mas geralmente acabam indo para as ruas, atraídos pelas promessas da internet”’, afirma o psicólogo Ricardo Castro, coordenador executivo do Instituto Papai.

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21
mar
2012

Comércio sexual incentiva modificação corporal clandestina de meninos

O aliciamento de adolescentes pela internet estimula a transformação corporal ilegal para agradar a clientela formada por homens adultos. “Além do tráfico de pessoas, este é um problema de saúde pública, porque antes de completar o desenvolvimento físico deles, são injetados hormônios femininos ou aplicado silicone pelas chamadas bombadeiras (travestis mais velhos)”, afirma o psicólogo Marcos Nascimento, pesquisador na área de gênero e sexualidade, com doutorado em saúde pública.

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20
mar
2012

Júri do VI Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo se reúne em São Paulo para avaliar 28 projetos finalistas

Os 13 jurados do VI Concurso Tim Lopes de Jornalismo Investigativo analisam nesta terça-feira, 20 de março, os 28 projetos, do total de 45 inscritos. As propostas pré-selecionadas obedeceram aos requisitos de avaliação que variam desde a amplitude e relevância da investigação proposta até a busca de solução para a realidade detectada, bem como a avaliação das políticas públicas desenvolvidas para o combate ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Concorrem projetos em cinco categorias: Mídia Impressa, Rádio, Televisão, Mídia Alternativa e Comunitária e a categoria Especial, com candidatos de todos os tipos de mídia que tenham como tema: “Exploração sexual de crianças e adolescentes no setor turístico brasileiro”. As inscrições nesta categoria mobilizaram o maior número de profissionais: são 38 jornalistas, distribuídos em oito projetos.

A ANDI Comunicação e Direitos e a Childhood Brasil divulgam os 28 projetos pré-selecionados. Desejamos boa sorte a todos e todas que se mobilizaram para utilizar a técnica investigativa do jornalismo no enfrentamento ao abuso e à violência sexual contra crianças e adolescentes.
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19
mar
2012

CPI do Tráfico de Pessoas investiga mais de 700 sites de aliciamento de adolescentes

Em apenas um ano, a Safernet, entidade especializada no enfrentamento aos crimes e violações aos direitos humanos na internet, registrou 707 sites de aliciamento e tráfico de pessoas, por meio de denúncias. O relatório (realizado de abril de 2010 a maio 2011) foi encaminhado para a CPI do Tráfico de Pessoas.  “A internet é uma grande vitrine para o recrutamento de meninos para a exploração sexual, uma ferramenta para escolher potenciais vítimas”, afirma Thiago Tavares Nunes, diretor presidente da Safernet. “Um dos maiores desafios é conseguir indicadores sobre o tráfico de pessoas gerado pela internet, que parece invisível, porque quase não há documentação sobre o número de rotas e o modo de operar das quadrilhas”.

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16
mar
2012

Abuso online é tema do I Encontro Internacional de Tecnologias da Informação no Rio

Pornografia, abuso e exploração sexual pela internet serão alguns dos temas abordados no I Encontro Internacional sobre o Uso de Tecnologias da Informação por Crianças e Adolescentes/Jovens Adultos: E.S.S.E. MUNDO DIGITAL. O evento será realizado nos dias 19 e 20 de abril, em Botafogo, no Rio de Janeiro e contará com a presença de especialistas brasileiros e estrangeiros, entre eles, a coordenadora de Programas da Childhood Brasil, Anna Flora Werneck, na Mesa Segurança na Rede, às 14 horas, do dia 20.

O encontro é coordenado pela Telemedicina da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (FCM-UERJ), em parceria com o Centro de Estudos Integrados Infância, Adolescência e Saúde – CEIIAS e o Instituto Integral do Jovem – INJO. O público alvo são os profissionais das áreas de saúde, tecnologia da informação, comunicação, educação, sistema de garantias de direitos, pais e demais interessados que lidem com crianças ou adolescentes usuários das TIC (tecnologias da informação e comunicação).

Entre os principais assuntos abordados pelos palestrantes destacam-se: os abusos online; o papel da escola e da educação digital; cybercrimes e questões legais associadas ao uso da internet; direitos humanos e segurança na internet e; ética e valores na era digital.

Serviço:

I Encontro Internacional sobre o Uso de Tecnologias da Informação

19 e 20 de abril

Das 9h às 18h

Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Rua Visconde de Silva, 52 – Botafogo

Rio de Janeiro

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14
mar
2012

Telefone 123 Alô! ajuda adolescentes com problemas familiares

Solidão e falta de ter com quem conversar são hoje os principais problemas de crianças e adolescentes que ligam para o serviço 123! Alô.  Criado em 2009, o telefone gratuito 0800 0 123 123 recebe cerca de 300 ligações por mês, principalmente, de casos de violência em casa e na escola. O atendimento anônimo é realizado por assistentes sociais e psicólogas no Rio de Janeiro, mas pessoas de outros locais do país podem fazer a denúncia pelo chat do site ou por e-mail.

A procura maior é de adolescentes de 13 a 15 anos com muita dificuldade para expressar os seus sentimentos para familiares, professores ou colegas, porque não recebem a atenção daqueles que deveriam cuidar de sua educação. Eles reclamam muito de não terem ninguém que os escute.

Alguns casos são encaminhados para o atendimento psicoterápico próximo do local de residência. Quando se trata de abuso sexual, crianças e adolescentes são orientados a identificar-se para que a denúncia seja encaminhada para o Conselho Tutelar ou órgão competente do Sistema de Garantia de Direitos.

O Alô 123! incentiva que o jovem expresse suas emoções e dúvidas. O serviço foi adaptado no Brasil, seguindo o modelo do atendimento telefônico da rede Child Helpline Internacional, presente em mais de 150 países no mundo, fundada pela indiana Jeroo Billimoria. Quando trabalhava no Instituto de Ciências Sociais em Mumbai, ela recebia muitas chamadas de crianças de rua pedindo ajuda e mobilizada em responder a urgência destes telefonemas, a empreendedora social criou o serviço telefônico que atende 24 horas por dia, aliado a uma extensa rede de apoio e intervenção.

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