19
out
2016

Programa Na Mão Certa impacta diretamente 1,8 mil pessoas da Itaipu

Acreditar na energia humana da empresa é uma das motivações para a Itaipu ter firmado essa parceria

blog_1 A Itaipu acredita na energia humana da empresa, por isso, vem ampliando e qualificando suas ações de responsabilidade social e, a partir de 2003, incluiu a temática da proteção à criança e ao adolescente com mais ênfase. Três anos depois, juntou-se a outras instituições pioneiras na iniciativa e firmou parceria com a Childhood Brasil no Programa Na Mão Certa, reconhecendo a vulnerabilidade infanto-juvenil nas rodovias brasileiras para sensibilizar parceiros e prestadores de serviços na região trinacional, em especial o Paraguai, país parceiro do Brasil no empreendimento hidrelétrico binacional Usina de Itaipu.

“Há 10 anos, o programa complementa e orienta as ações de proteção à criança e ao adolescente que a empresa desenvolve a partir de um programa específico em seu planejamento estratégico, incluindo o olhar sobre a região de abrangência das ações socioambientais de Itaipu, em suas rodovias que ligam cerca de 29 municípios do Oeste Paranaense, na área geográfica da Bacia Paraná 3 – BP3 e nossa região trinacional (fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina)”, explica Maria Emília Medeiros de Souza, do Programa Proteção à Criança e ao Adolescente da Itaipu Binacional.

Só neste ano, foram feitas ações de sensibilização de empregados, estagiários, adolescentes do Programa de Iniciação e Incentivo ao Trabalho – PIIT, no Dia Nacional de Combate à Exploração Sexual de Crianças (18 de maio), com distribuição de gérberas amarelas, material informativo e divulgação nos canais internos da empresa. Em ações externas, a Itaipu distribuiu pulseiras no Carnaval de Rua, na Rede Proteger, para sensibilizar os foliões quanto à proteção da criança e do adolescente e ao combate à exploração sexual. E, ainda, a empresa apoiou atividades municipais de 18 de maio, de produção e distribuição de materiais educativos para caminhoneiros e motoristas na Festa de São Cristóvão (protetor dos caminhoneiros), da Cáritas Diocesana de Foz do Iguaçu, e doou folhetos de sensibilização da campanha trinacional de combate à violência infanto-juvenil, que atendeu cerca de mil motoristas.

No total, cerca de 1.800 pessoas foram diretamente atingidas, entre eles 1.386 empregados, 234 estagiários e 184 adolescentes do PIIT. Todas as ações desenvolvidas no âmbito da empresa são direcionadas a todos, alcançando, indiretamente, prestadores de serviços e instituições parceiras que atuam nos escritórios da Itaipu, Usina e no Parque Tecnológico Itaipu. “Acreditamos que todas essas pessoas são impactadas direta ou indiretamente durante as ações do programa”, ressalta.

E os resultados já são notáveis! “Paulatinamente, as pessoas impactadas no programa têm se mostrado mais sensíveis e atentas à importância de projetos de proteção à criança e ao adolescente, em nossa comunidade e, também, nas vias urbanas e nas estradas”, conta Maria Emília. Da mesma forma, o corpo gerencial da empresa e os gestores de contratos estão atentos à atualização de alguns documentos específicos para explicitação do combate à exploração sexual de crianças e de adolescentes.

“Promover campanhas trinacionais de combate à violência infanto-juvenil, que divulgam canais de denúncia do Brasil, Paraguai e Argentina foi uma forma que encontramos para combater o abuso e a exploração de crianças e adolescentes na Tríplice Fronteira”, destaca Maria Emília e completa: “Acreditamos que, com a ajuda dos motoristas, a violência nas estradas brasileiras será reduzida”.

O Programa Na Mão Certa tem como principal objetivo promover uma ampla união de esforços para acabar com a exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras. O envolvimento do setor empresarial é fundamental para os bons resultados das ações de sensibilização e divulgação das campanhas de proteção de nossos meninos e meninas. Clique aqui e saiba mais sobre o programa.

Tags: , , ,
773 leitura(s) - [ leia mais ]
12
out
2016

Quatro dicas sobre o uso de internet por crianças e adolescentes

Diálogo aberto é sempre o melhor caminho em tudo que se refere à segurança na internet

_post_blogHoje é o Dia das Crianças! A data foi criada para celebrar o direito das crianças e dos adolescentes, em 1924, pelo então deputado federal Galdino do Valle Filho. E para protegê-los dos perigos que a internet pode causar, preparamos algumas dicas sobre como orientar crianças e adolescentes ao utilizar a internet.

O acesso à internet está crescendo todos os dias. De acordo com pesquisa feita pela TIC Kids, divulgada em 10 de outubro de 2016, dois a cada três internautas entre 9 e 17 anos acessam a rede mais de uma vez por dia. O smartphone é o dispositivo mais usado entre eles, sendo 83% dos jovens internautas e 31% usa só o aparelho para conectar-se.

Acompanhe aqui as dicas:

1. Converse com crianças e adolescentes e peça sua ajuda

Muitos pais e responsáveis legais não tem o hábito de usar a internet ou têm dificuldades com a tecnologia. Outros não têm um canal aberto de comunicação, o que dificulta a conversa sobre qualquer assunto. O diálogo é o melhor caminho para a orientação e prevenção quanto ao uso da internet (e de outras questões, inclusive). Crianças e adolescentes podem ensiná-los mostrar como funcionam as redes sociais. Aproveite esse momento para estreitar vínculos, compartilhar conteúdos de interesse comum e para conhecer os conteúdos que seus filhos costumam acessar.

2. Acompanhe as redes sociais de crianças e adolescentes como amigo

Entrar nas redes ou páginas de alguém com o login e senha, não é legal. Além de ser invasão de privacidade, pode prejudicar sua relação de confiança. Acompanhe a criança ou adolescente no Facebook, Instagram, Twitter, Snapchat, entre outros, como amigo. Assim, você consegue ver o que eles compartilham publicamente e estar atento caso perceba excesso de exposição. Se notar algo exagerado nas publicações, chame-os para uma conversa. Confira se não estão divulgando dados pessoais como endereço, nome da escola, dados da família ou informações que possam localizá-los fora da rede social, veja, também, se utilizam as ferramentas básicas de segurança digital.

3. Assim como na vida real, orientar que é importante ter cuidado com o que se compartilha

É importante que a criança ou adolescente saiba que pode conversar com seus pais, responsáveis legais ou algum adulto de referência sobre qualquer assunto e, principalmente, que a privacidade seja um dos temas dessas conversas. Muitas vezes, não se trata de dar pouco valor à privacidade, mas do desconhecimento sobre os riscos que a falta de cuidado pode gerar. Explique que, assim como na vida fora da rede, eles têm de ter cuidado com aquilo que desejam ou não mostrar e escolhem com quem compartilhar. Por isso, na internet, o comportamento deve ser o mesmo, para evitar problemas ou arrependimentos.

4. Explique sobre o risco da superexposição e de conversar com pessoas desconhecidas

Em relação ao abuso sexual on-line, as recomendações são muito parecidas com as anteriores: evitar a superexposição nas redes, nunca fornecer dados pessoais, não publicar fotos em roupas íntimas e evitar interações com pessoas que não conhecem fora da rede. Caso esta última ocorra, fique atento a qualquer papo estranho, convites, pedidos de envio de fotos, vídeos ou uso de câmera. Se marcarem algum encontro com alguém que conheceram pela internet, peça para avisar e os acompanhe nesse encontro, que deve ser em local público e com presença de outras pessoas de confiança. E não se esqueça de manter o diálogo aberto, para que crianças e adolescentes se sintam confortáveis em falar quando perceberem que algo que pode ser perigoso ou arriscado.

Lembre-se: o diálogo aberto é sempre o melhor caminho em tudo que se refere à falar sobre segurança na internet com crianças e adolescentes.

Tags: , , , ,
1.330 leitura(s) - [ leia mais ]
11
out
2016

Braskem é uma das empresas parceiras do Programa Na Mão Certa

Empresa promove ações de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras

_post_blogComprometida com o desenvolvimento, a Braskem atua em toda a sua cadeia de valor para resolver desafios e desenvolver soluções que melhorem a vida das pessoas. Uma das áreas em que está presente é o setor de transportes logísticos, por isso, a empresa do setor químico e petroquímico entendeu sua responsabilidade em promover e engajar seu público em ações de enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras e firmou parceria com a Childhood Brasil no Programa Na Mão Certa.

Desde 2015, o programa ajuda a empresa a apoiar a eliminação da exploração sexual de crianças e adolescentes nas rodovias brasileiras, questão fundamental às operações de logística no nosso país. “Dar voz à nossa preocupação tem sido o primeiro passo. Queremos garantir que todos saibam que estamos comprometidos com esta causa e que nossos parceiros críticos entendam a relevância de trabalhar conosco neste desafio”, explica Evelise Silva, da área de Contratações Logística na Braskem.

As conversas com as transportadoras que atuam com a empresa têm demonstrado que existe uma grande conscientização dos parceiros. Agora, a Braskem busca garantir o engajamento de todos de modo proativo. “Para mudar esta realidade não basta se envolver, temos também que proteger, denunciando quando vemos situações suspeitas e multiplicando este comprometimento até que nossas crianças tenham a infância feliz que merecem, sem exploração e abuso”, defende Renata Ebert, da área de Desenvolvimento Sustentável.

Ao longo do ano, a Braskem promoveu treinamentos e capacitações de multiplicadores, fez parceria com a empresa gerenciadora de risco no transporte rodoviário, Buonny, para apoiar a causa, além de divulgar o pacto para as transportadoras e os integrantes.

Reconhecido pelo pioneirismo, o Programa Na Mão Certa tem como maior desafio atrair o setor empresarial para a causa, inserindo o tema na cadeia de valor de grandes organizações. Parcerias como a da Braskem auxiliam na construção de uma infância livre de exploração sexual no país. Para conhecer mais sobre o programa, clique aqui.

Tags: , , ,
762 leitura(s) - [ leia mais ]
7
out
2016

Semana do Depoimento Especial é oficialmente instituída no RS

BLOG_2Iniciativa gaúcha encerra com a marcação de 36 audiências de casos envolvendo crianças e adolescentes

Aconteceu na última semana (3 a 7 de outubro), a Semana do Depoimento Especial, realizada pelo Judiciário do Rio Grande do Sul. Com o objetivo de dar visibilidade ao método do Depoimento Especial, a iniciativa, inédita no Brasil, contou com a marcação de 36 audiências de casos envolvendo crianças e adolescentes. Estas foram efetuadas com a metodologia do Depoimento Especial – que propõe a redução do número de vezes em que a criança deve testemunhar, recomenda um espaço acolhedor e amigável no qual a criança não precise encarar o agressor, a existência de uma equipe multidisciplinar capacitada em entrevista forense com crianças e a gravação do depoimento em áudio e vídeo, com o objetivo de fazer com que ela não repita ou reviva a violência.

“A proposta era que os juízes concentrassem o maior número de audiências de depoimento especial, entre os dias 3 e 7 de outubro, para chamar a atenção para a metodologia. Por ter sido a primeira semana, as 36 audiências foram consideradas um resultado bom”, explica Marleci Hoffmeister, idealizadora da Semana e integrante do Núcleo da Coordenadoria da Infância e Juventude da Corregedoria-Geral de Justiça do Rio Grande do Sul. “O importante é que a criança seja ouvida no Judiciário por meio do método do depoimento especial, sejam casos de violência doméstica, física ou sexual, o importante é ser ouvida pelo método”, completa.

Desenvolvido pela Childhood Brasil a partir de referências internacionais, o método do Depoimento Especial foi adaptado à realidade brasileira para ser aplicado nos sistemas de segurança e de justiça e nos órgãos encarregados da proteção da infância no Brasil, evitando a revitimização ou a revivência do trauma.

Marleci Hoffmeister anunciou que, a partir de agora, a Semana do Depoimento Especial está oficialmente instituída no Judiciário gaúcho e ocorrerá sempre duas vezes por ano – em maio e outubro. “Se não houvesse a semana, talvez nenhuma audiência tivesse sido agendada. O resultado da primeira edição foi positivo, mas vamos trabalhar com mais afinco nas próximas semanas”, comenta.

Atualmente, 24 comarcas do Rio Grande do Sul estão equipadas para a realização do Depoimento Especial e, até o final do ano, este número crescerá para 42 comarcas.

Tags: , , ,
854 leitura(s) - [ leia mais ]
3
out
2016

Proteção à infância é tema de conversa na Rádio Trianon

post-blogA Rádio Trianon recebeu, na última terça-feira (27), Eva Dengler, a gerente de programas e relações empresariais da Childhood Brasil, para falar sobre abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. Durante a entrevista, foram abordados assuntos sobre como identificar que uma criança está sendo vítima de violência sexual, como agir após a descoberta, qual a melhor forma de orientarmos as crianças e a implementação do Depoimento Especial no país.

Para Eva, há uma grande deficiência no momento anterior à violação chegar na Justiça, falta coragem para denunciar. O primeiro passo para mudar este cenário são os adultos que enxergam a violência e começarem a tomar uma atitude em relação à isso, já que muitas vezes essas vítimas não conseguem denunciar as violações que enfrentam. “Percebemos que crianças e adolescentes ainda não conseguem ter clareza de que, no caso de violência sexual – e aí estamos falando principalmente de abuso intrafamiliar –, elas são vítimas de uma violência”, afirma Eva. “Então, temos que contar com uma sociedade que tenha um olhar atento para essa questão, que saiba perceber que algo errado está acontecendo. E, não estamos falando só da nossa criança, do nosso filho dentro de casa, mas nós temos de olhar para a criança do vizinho, a que está na rua, na escola ou aquela que vemos no calçadão de uma cidade turística”, completa.

A relação do turismo com a exploração sexual também foi um tema abordado por Eva durante a entrevista. A Childhood Brasil tem uma parceria de 10 anos com a Atlantica Hotels que implantou um código de conduta que busca intensificar a proteção à infância na sua cadeia de hotéis. Com o foco na ideia “Criança aqui é legal!”, a Atlantica Hotels busca, por um lado, conscientizar seus funcionários e, principalmente, os hóspedes sobre a importância de seguir a legislação, que exige a apresentação de documentos de crianças e adolescentes acompanhados de responsáveis. Por outro lado, alertar os turistas a frequentarem apenas estabelecimentos que respeitam as normas e prezam pela proteção da infância e sejam estimulados a denunciar quaisquer violações que observarem durante sua estadia. “O turista pode ser um grande agente de proteção, é nisso que a gente acredita”, ressalta Eva.

Além de Eva, Sara Gomes, gerente de projetos da Plan International Brasil na Bahia, também participou da discussão. Ela enfatizou que, apesar de Salvador e Fortaleza serem as cidades mais lembradas e com os maiores números de violações e relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo, é fato que a região Nordeste, principalmente municípios com praias, são locais que enfrentam o problema “A Bahia tem trabalhado em parceria com algumas instituições, inclusive com a Childhood Brasil, dentro da ideia de prevenção a essas violações”, afirmou.

Confira o programa completo aqui.

611 leitura(s) - [ leia mais ]
30
set
2016

O que é o Marco Legal da Primeira Infância?

post_blogA Primeira Infância, nome dado ao período que vai da concepção da criança até os seis anos de idade, é uma fase crucial no desenvolvimento infantil. Durante essa época, a criança estabelecerá seus primeiros vínculos afetivos, aprenderá regras de convivência e, pelas experiências vivenciadas até então, também desenvolverá habilidades para lidar com a complexidade de futuras situações. Deste modo, é na Primeira Infância que o ser humano é moldado.

Continue lendo

Tags: ,
1.565 leitura(s) - [ leia mais ]
As ideias e opiniões expressas neste blog não refletem necessariamente a opinião da Childhood Brasil. Reservamos o direito de não publicar comentários de conteúdo discriminatório, que incitem qualquer tipo de violência, que não estejam relacionados ao tema foco do blog - proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, ou de caráter duvidoso.