17
ago
2011

Vídeo mostra ações da Childhood Brasil em Recife

“Meu pai não aceitava ter um filho negro e me espancava por causa disso” e “Muitas pessoas não têm consciência da violência doméstica” são alguns dos depoimentos do vídeo gravado pela jornalista norte-americana Katie Manning sobre os trabalhos da Childhood Brasil. Em março último, ela visitou o Recife, para gravar depoimentos de coordenadores e beneficiários do Projeto Inclusão Social com Capacitação Profissional de Jovens em Situação de Vulnerabilidade Social, desenvolvido no âmbito do Programa Pernambuco de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes – PPEVS, iniciativa da Childhood em parceria com o poder público, associações de turismo e empresas do trade turístico.

Katie conta que foi um privilégio entrevistar jovens no Brasil e conhecer um pouco das ações da Childhood Brasil para quebrar o ciclo de violência por meio da educação. Antes de ver os projetos da organização, ela pensava que já era consenso que o abuso e a violência sexual são errados.“A Childhood Brasil abriu meus olhos para o predomínio do problema em diferentes partes do Brasil, combinados com a falta de educação e de assistência”, afirma. “Os projetos lutam para mudar a realidade destes jovens determinados e motivados, em um trabalho que também alcança as famílias”, conta Katie. Continue lendo

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15
ago
2011

Doações: como contribuir para disseminar a causa

A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”

Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela.

Certificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça, e Entidade Promotora dos Direitos Humanos, a Childhood Brasil é uma organização sem fins lucrativos que se mantém por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. São pessoas como Márcia que fazem diferença ao contribuir com a Childhood, que, desde a sua fundação em 1999, investiu R$ 21 milhões em projetos e programas voltados para a proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, transformando milhares de vidas. Continue lendo

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12
ago
2011

Criança precisa ser ensinada sobre diferença entre afeto e abuso

Em junho deste ano, a Associação Brasileira dos Magistrados e Promotores (ABMP) e a Childhood Brasil, promoveram o I Colóquio sobre Direitos Sexuais de Crianças e Adolescentes no Marco dos Direitos Humanos, na PUC do Rio de Janeiro. O evento debateu autonomia, proteção e participação de crianças e adolescentes em relação aos seus direitos sexuais e reprodutivos para fomentar políticas públicas e gerar recomendações para a área jurídica.

A coordenadora dos projetos dos direitos da criança e do adolescente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude (ABMP), Maria América Ungaretti, defende que a discussão do direito sexual infantojuvenil é fundamental para o enfrentamento do abuso e da exploração sexual:

Quais foram os resultados deste evento e o que ainda precisa ser feito para caminhar nesta questão?

Houve ênfase muito grande para a questão dos direitos sexuais e reprodutivos de adolescentes e jovens e sobre a violência sexual, mas ninguém abordou, por exemplo, os direitos sexuais de crianças na primeira infância (até seis anos), porque temos ainda muita dificuldade em fazer esta diferença entre proteção e autonomia. Foi positivo, porque ousamos. A Childhood pode ser considerada pioneira porque aceitou a proposta inovadora da ABMP e queremos dar continuidade a essa discussão bastante embrionária e desafiadora. Continue lendo

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10
ago
2011

Estatuto da Criança e do Adolescente precisa ser mais divulgado nas escolas

A trajetória de luta da economista e doutora em Educação, Maria América Ungaretti, pelos direitos da criança começou há mais de 30 anos com sua participação no movimento estudantil. Foi militante política e exilada durante dez anos. Morou no Chile, na Alemanha e na França e só voltou ao país com a anistia. No Unicef trabalhou no combate à pobreza e à discriminação em comunidades da África, da Ásia e do Brasil. Hoje, como coordenadora dos projetos dos direitos da criança e do adolescente da Associação Brasileira de Magistrados, Promotores de Justiça e Defensores Públicos da Infância e da Juventude – ABMP, faz um balanço dos 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e acredita que o Brasil precisa de outra grande mobilização:

Ainda existem muitas pessoas que associam o Estatuto da Criança e do Adolescente com a proteção aos menores infratores?

Sim, este conceito errado é ainda disseminado não apenas entre educadores, mas na sociedade em geral. Se perguntarmos para as pessoas nas ruas, comprovaremos que há ainda uma visão muito arraigada de que o ECA protege as crianças e adolescentes e não dá deveres. Isso é bastante forte. Continue lendo

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8
ago
2011

Programa Na Mão Certa cria indicadores para avaliar resultado de ações

Durante sua trajetória de cinco anos, o Programa Na Mão (PNMC) tem conquistado várias vitórias como a adesão de cerca de 966 empresas ao Pacto Empresarial contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes nas Rodovias Brasileiras, a maior parte vinda do segmento de transporte e logística. Para avaliar o trabalho realizado durante sua história e se preparar para futuro, o programa está elaborando indicadores de análise (quantitativa e qualitativa) dos resultados já alcançados com as ações desenvolvidas. A iniciativa visa ajudar a estabelecer novos caminhos de atuação para inserir o tema na agenda dos três setores (governo, empresas e sociedade civil), articulando-os para desenvolver e implementar atividades de prevenção, combate e atendimento.

O trabalho tem o apoio da consultoria do FICAS, organização sem fins lucrativos que há 13 anos desenvolve pesquisas, conteúdos e metodologias e será realizado com a participação das próprias empresas que atuam nos sete núcleos do Comitê de Gestão Participativa do programa. “Estamos contemplando todo o programa, com um olhar mais atento ao planejamento realizado em 2010 para as ações dos próximos cinco anos”, afirma Rosana Junqueira, coordenadora de programas da Childhood Brasil. Continue lendo

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5
ago
2011

Escritora descreve drama de abuso na infância no livro Tigre Tigre

Capa do livro

“Prefiro que minha filha morra em um acidente de trânsito a que seja molestada”. Esta é uma das afirmações que a escritora americana Margaux Fragoso, 32 anos, costumava ouvir do próprio pai na infância e que a inibiu por muitos anos de contar para a família que tinha sofrido abuso sexual de um homem 44 anos mais velho. No livro Tigre Tigre (Rocco, 352 páginas), recém-lançado no Brasil, ela descreve desde o primeiro contato que teve com o agressor até a confusão de sentimentos pelos quais passou (dos sete anos aos 17 anos). Ela também compara o poder destrutivo da pedofilia com o das drogas. “… é possível entender por que alguém tenta escapar do mundo usando drogas. As drogas cultivam uma falsa realidade, assim como os pedófilos. No fim, as drogas destroem sua vida, assim como esse tipo de ‘amor’.”, afirma a escritora em entrevista concedida à Revista Época.

Ela adverte que os pais devem tomar muito cuidado para não tratar as crianças vítimas de abuso como arruinadas. “Essa é a pior coisa que pode acontecer.” Minha resposta para isso é: o abuso sexual tem tratamento. Não é terminal. Pelo amor de Deus, todos precisamos parar de ser histéricos para que a criança possa de fato se recuperar. Muitos pais agem como se nunca fossem conseguir lidar com a situação se soubessem que seus filhos foram molestados. Por favor, lidem com isso, vocês são adultos. Se vocês conseguirem lidar, seus filhos conseguirão. Não passe a sua vergonha para o seu filho”, diz Margaux. Continue lendo

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