13
jul
2011

Caminhoneiros estão mais conscientes sobre a gravidade da exploração sexual infantojuvenil

Capa da pesquisa

A comercialização sexual de crianças e adolescentes continua fazendo parte do cenário atual das rodovias brasileiras, mas, a boa notícia é que, de forma geral, os caminhoneiros estão mais conscientes e engajados na proteção de crianças e adolescentes contra o abuso e a exploração sexual. É o que mostra a 2ª edição da pesquisa O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro, realizada para a Childhood Brasil no âmbito do Programa Na Mão Certa, lançado há cinco anos para enfrentar a exploração sexual infantojuvenil nas estradas brasileiras. O trabalho é voltado para empresas de diferentes portes e segmentos, não apenas transportadoras. “Estamos no caminho certo para expandir a rede de proteção de crianças e adolescentes da exploração sexual nas rodovias, com a soma de esforços do poder público, das empresas signatárias e dos próprios caminhoneiros”, destaca Rosana Junqueira, coordenadora do Programa Na Mão Certa.

A 1ª edição da pesquisa O Perfil do Caminhoneiro Brasileiro foi realizada pela Childhood Brasil em 2005 e seus resultados embasaram a criação do Programa Na Mão Certa. O novo levantamento, de 2010, foi executado pelo núcleo de pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal de Sergipe, em parceria com o Núcleo de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul e com patrocínio do Instituto Arcor Brasil, Fibria e MAN Latin América, todas signatárias do Pacto Empresarial do Programa Na Mão Certa. Para o levantamento, foram entrevistados, 343 caminhoneiros. As entrevistas foram realizadas entre os meses de junho e setembro de 2010, em sete cidades brasileiras: Porto Alegre (RS), Itajaí (SC), Cubatão e Santos (SP), Belém (PA), Natal (RN) e Ara­caju (SE). Continue lendo

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11
jul
2011

Uma história que eu não gostaria de contar – Texto de Adriano Silva

Fonte do texto: www.exame.com.br

Se você silenciar, vira cúmplice, parceiro. Se você virar a cara e fingir que não está acontecendo, também.

A história é assim. Uma mulher de uns 50 e poucos anos, pobre, sem instrução, mora na periferia de uma grande capital brasileira. Não é miserável, pelos padrões do Brasil, mas acomodou-se na ignorância e na falta de perspectiva. Se morasse nos Estados Unidos, seria daqueles pessoas sem respeito próprio que decidem viver do welfare, às custas da ajuda do governo para não morrer de fome, o que é o último estágio na estrutura social americana. Por aqui, ela é mais uma entre tantas integrantes da classe D, equilibrando-se precariamente no último degrau da dignidade, ainda com alguma comida sobre a mesa mas com a certeza de que jamais ascenderia à classe média baixa.

Essa mulher tem duas filhas, ambas com pouco mais de 25 anos. Cada uma de um casamento diferente. Os progenitores, como é comum, viviam suas vidas noutro lugar, talvez com outras famílias, absolutamente alheios ao curso das vidas daquelas duas meninas. A mulher tem um novo marido. Um namorado que, também como é comum, virou um agregado da casa. A filha mais nova da mulher tem um menino de 8 anos. A filha mais velha também tem uma filha. Eles moram todos juntos. A filha mais velha teve a sua menina ainda adolescente, como é comum. E também como é comum, essa menina, a neta da matriarca, também engravidou adolescente. Eis o que não é comum: a criança que essa menina deu à luz é filha do namorado da avó. Ou seja: o padrasto da sua mãe é ao mesmo tempo pai legítimo e bisavô postiço da criança recém nascida. O homem abusou sexualmente da neta da sua companheira. Repetidas vezes, soube-se depois. Se é que já não se sabia disso antes. A menina, aos 13 anos, era mãe do bisneto da sua avó e também uma vítima da violência sexual imposta pelo namorado que a dona dessa pensão manicomial havia trazido para dentro de casa. Continue lendo

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8
jul
2011

Doações: como contribuir para disseminar a causa

A arquiteta Márcia Julião, sócia-diretora do escritório de arquitetura Ricardo Julião, já era uma mulher realizada pessoal e profissionalmente, mas, como cidadã consciente de seu papel na sociedade, sentia que precisava fazer algo além. “Não podemos fechar os olhos para os problemas sociais, ainda mais para crimes como a violência sexual, que comprometem o desenvolvimento das nossas crianças e adolescentes.”

Há quatro anos, Márcia apoia os projetos da Childhood Brasil, tanto na pessoa física, como por meio da empresa. “O que mais me motiva é conhecer os resultados da instituição, mesmo que não esteja trabalhando diretamente na causa”, diz ela.

Certificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP) pelo Ministério da Justiça, e Entidade Promotora dos Direitos Humanos, a Childhood Brasil é uma organização sem fins lucrativos que se mantém por meio de doações de pessoas físicas e jurídicas. São pessoas como Márcia que fazem diferença ao contribuir com a Childhood, que, desde a sua fundação em 1999, investiu R$ 21 milhões em projetos e programas voltados para a proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, transformando milhares de vidas. Continue lendo

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6
jul
2011

Jovens mães constroem suas próprias casas na Associação Lua Nova

Elas geralmente chegam grávidas na Associação Lua Nova, em Araçoiaba da Serra, interior de São Paulo, muitas vezes vítimas de estupro de familiares próximos ou depois de terem passado grande parte de suas vidas consumindo ou vendendo drogas, sofrendo abusos e exploração sexual nas ruas. Na instituição, as adolescentes em risco social começam a aprender como reconstruir suas vidas, tijolo por tijolo. Recebem afeto, acolhimento e atenção para conseguirem superar traumas e dar aos seus filhos o amor que nunca tiveram. Dividem as tarefas domésticas com as outras colegas, voltam a estudar e são capacitadas para gerar renda. Depois de um tempo, elas são também estimuladas a construir sua própria casa.

No projeto “Empreiteira-Escola”, criado em 2004, as jovens mulheres são formadas para trabalhar na construção civil, aprendendo a fabricar tijolos ecológicos, levantar sua própria casa e pintá-la. Hoje, muitas delas já são proprietárias e capacitam outras mulheres para o trabalho, além de vender tijolos e ajudar a construir outras casas. “Percebi que tínhamos muito a desenvolver quando visitei uma mãe, ex-residente da Lua Nova e vi que ela trabalhava e cuidava de seus filhos, mas morava em condições inaceitáveis”, afirma a fundadora do projeto Raquel Barros. Continue lendo

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4
jul
2011

Oficina Criando Arte: confecção de bonecas de pano para superação de traumas

Oficina Criando Arte

Parece até brincadeira de criança, mas é trabalho sério de terapia e capacitação de adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual. Confeccionando e brincando de bonecas, meninas conseguem colocar para fora os seus medos, traumas e superar suas histórias de envolvimento com drogas e violência.

Essa é a proposta da Oficina Criando Arte, desenvolvida desde o ano 2000 pela Associação Lua Nova, em Araçoiaba da Serra, no interior de São Paulo, onde adolescentes grávidas ou jovens mães em risco social aprendem não só a costurar bonecas, como recebem atendimento terapêutico e aulas de empreendedorismo, para a inserção no mercado de trabalho e na comunidade. O nome da instituição surgiu do desejo de mostrar o potencial e talentos destas meninas e de seus filhos que costumam não ser reconhecidos pela sociedade.

As meninas grávidas ou com filhos pequenos chegam à Lua Nova geralmente encaminhadas pelo Conselho Tutelar de suas cidades de origem, Varas de Infância e Juventude, igrejas e outras instituições. São adolescentes com experiência de abandono familiar precoce, exploração e abuso sexual, marginalização e dificuldade de inserção social. Depois de passarem por um período de adaptação, de cerca de nove meses no abrigo da instituição, são encaminhadas para os projetos de geração de renda. Continue lendo

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30
jun
2011

Multishow exibe espetáculo “Infância Livre de Exploração e Abuso Sexual”

Espetáculo Infância Livre - Foto: Francisco Silva

O emocionante Espetáculo “Infância Livre de Exploração e Abuso Sexual”, que contou com a participação de grandes artistas da cultura brasileira, em benefício dos projetos da Childhood Brasil, será exibido no Multishow HD nesta quinta-feira (30/06), às 21h.

Com direção artística de Monique Gardenberg, o espetáculo foi realizado em maio, no belíssimo Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Além de chamar a atenção e engajar a sociedade pela proteção da infância contra o abuso e a exploração sexual, o evento mobilizou recursos para a continuidade dos projetos e programas da Childhood Brasil, organização que há 12 anos lidera esta causa no País.

A exibição no Multishow terá 60 minutos de duração, incluindo um pas de deux com Ana Botafogo e Thiago Soares combinados com Sandy e Marcelo Bratke. Outras estrelas que engrandecem o repertório musical, dirigido por Guto Graça Mello, são Bando de Teatro Olodum, Caetano Veloso, Djavan, Mangueira do Amanhã, Maria Bethânia, Maria Gadú, Milton Nascimento, Rodrigo Costa, Sandra de Sá e Seu Jorge. Continue lendo

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